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Leiam essa história, muito lindo!

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Leiam essa história, muito lindo!

Mensagem por Klara&Nero2 em Dom Dez 18, 2011 4:59 pm

Linda história, leiam, realmente vocês não vão se arrepender!

Desculpe-nos, Balto... (TEXTO LONGO, MAS VALE A LEITURA)?
Balto era apenas um filhote de Akita quando o compramos.
Nas primeiras noite, Balto chorava, e íamos todos para seu lado e cantávamos canções, conversávamos, ou simplesmente víamos seu peito subindo e descendo enquanto respirava e adormecia em sua cestinha. Ele sabia que alguém o amava, e ele poderia ficar tranquilo.
Quantas noites não ficamos em claro, quando ele sofria com cólicas ou com uma dor qualquer, e era tão ruim vê-lo sofrendo que parecia que os doentes éramos nós.
Um dia, como era de se esperar, Balto cresceu. Tornou-se um cão alaranjado de pelos brilhantes e olhos de inocência. Balto era dócil, mas sabíamos que estaria disposto a dar sua vida por nós. Ele nos amava demais. Não precisava de presentes caros, ou de saber nossa origem. O simples fato de estarmos ao lado dele bastava.
Nas noites frias, Balto sentava-se aos nossos pés, e nos aquecia. Nos dias quentes, ele se sentava a sombra de alguma árvore, mas sabíamos que seu olhar estava atento. A cada folha que caia, Balto notava. Se alguma coisa caia no chão, Balto entrava em casa correndo, para averiguar se nada de ruim estava acontecendo.
Se estávamos sozinhos, bastava olhar em volta. Sabíamos que em algum cantinho, um monte laranja de pelo estaria nos olhando. Ou então estava no quintal, com olhos de atenção, procurando algo que pudesse nos ferir.
Não raro, aparecia com insetos e bichinhos na boca, um presente dado de todo coração. Tínhamos nojo, mas era inevitável pensar em sua caçada, na forma como trazia os bichinhos, quase intactos, pegos com todo cuidado do mundo, para que estivessem em bom estado.
Balto viu a filha mais velha sair de casa e tornar-se uma moça. Era perceptível que ele sentia falta dela. Afinal, quem a protegeria, com olhos e orelhas de atenção? Certo dia, quando essa moça nos ligou, ela disse "Coloquem no viva-voz, quero falar com ele". Ao ouvir a voz de sua amiga, Balto lambeu o telefone. Em seguida, o levou para sua cama, onde dormiu.
Quando Balto tinha dois anos, minha irmã teve um bebê, e mudou-se novamente para nossa casa. Balto perdera seu lugar. Tínhamos medo que mordesse a criança. No fundo, sabíamos que ele nunca seria capaz, mesmo assim...
Balto nunca mudou. Seus olhos e orelhas continuaram a nos averiguar. Seus dentes ameaçavam quem nos ameaçava.
Os passeios tornaram-se mais raros. Balto era apenas mais um cachorro. Nunca mais cantamos para ele, ou conversamos com ele. Nunca havia tempo. Havia tempo para a escola e trabalho, não para Balto.
Mas ele nunca mudou.
Às vezes, sobre as camas, encontrávamos bichinhos mortos. Claro, ninguém sequer olhava para Balto, como ele iria poder nos dar pessoalmente?
Nos dias de chuva, Balto ainda se deitava sobre nossos pés. E ainda se deitava sob a árvore na frente da casa, onde prestava atenção em tudo.
O bebê de minha irmã crescia, e Balto estava envelhecendo. Andar ficou difícil. Quando algo caía no chão, Balto não vinha correndo. Passou-se um tempo, ele nem ouvia mais, e seus olhos ficaram fracos. E ele ainda passava horas no quintal, montando vigia. O que ele poderia fazer? Eu sei lá. Bandido algum teria medo dele. Mas sempre soubemos que ele faria na medida do possível, embora não demonstrássemos.
Balto agora com quinze anos, já passava boa parte do tempo deitado na sala. Ele preferia não andar, doía demais. E a gente nem aí...
Mas, certo dia, Balto parecia mais disposto. Ele caçou diversos insetos, e deu um para cada um de nós. E fez questão que olhássemos para ele, e ele abanou o rabo. Para cada um de nós.
Passaram-se alguma horas. Não sentíamos mais aquele olhar de atenção. No chão, diversas migalhas. Balto geralmente as comia no momento que caiam no chão. Veio um frio, e ele não estava sobre os pés de ninguém.
Certa hora, meu sobrinho (já um pré adolescente) veio chorando pra mim. Entre seus soluços, consegui entender algumas palavras e corri pro quintal. Embaixo da árvore, sob a sombra, estava Balto, já sem alma.
No dia do velório, choveu uma garoa durante todo o dia. Eu detestei a ideia de ter Balto preso dentro de uma caixa. Ele sempre fora tão livre.
Eu queria acordá-lo, dizer Te Amo, beijá-lo no focinho, e dizer boa noite, para acordar e repetir tudo. Queria olhá-lo nos olhos, queria aqueles olhos cheios de vida, cheios de alma.
Nunca percebemos o quanto fazia falta aquelas unhas batendo no assoalho, fazendo barulho. Ou que aquelas migalhas recém derrubadas sujavam tanto o chão. Não havia mais olhares de atenção. Cremamos todos os bichinhos que nos deu antes de se despedir, para termos sempre uma lembrança. E nunca esquecemos seu último abano de cauda.
Ele enfrentou a dor, a cegueira e a surdez para se despedir. Queria ter dado mais valor aquele abano.
Balto nunca nos abandonou, mas nós o abandonamos. E ele sempre nos perdoou. Ele não via maldade na gente.
Às vezes, ainda sentimos aquele olhar de atenção. Ele sempre estará aqui.



Muito lindo, chorei ao ler isso, nos mostra como devemos dar amor e carinho aos nossos peludos, pois um dia, eles não estarão mais entre nós!
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Re: Leiam essa história, muito lindo!

Mensagem por Ana & Kyara em Dom Dez 18, 2011 8:59 pm

Nossaa quee lindoo muitoo emocionante me sinto super culpada quando nao dou atenção pros meuss tadinhos eles amam agente sem esperar nada em troca né apenas um olhar muitoo lindo
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Re: Leiam essa história, muito lindo!

Mensagem por Margô e Ayla em Seg Dez 19, 2011 6:12 am

Muuuuito lindo!!!!!
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Re: Leiam essa história, muito lindo!

Mensagem por Vanessa e Luiggi em Seg Dez 19, 2011 8:42 am

Muito lindo mesmo!
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Re: Leiam essa história, muito lindo!

Mensagem por LARISSA E HANNA em Seg Dez 19, 2011 12:00 pm

Muiiiiiiiiito lindo!
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Re: Leiam essa história, muito lindo!

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